Exposição de fotografia “Numa Janela do Edifício Prestes Maia 911”

20 01 2009

“Numa Janela do Edifício Prestes Maia 911” é o tema da exposição fotográfica de Júlio Bittencourt (Brasil) patente até 15 de Fevereiro na Galeria Fotográfica da Fnac do Forum Coimbra.
Trata-se de uma série de fotografias dos moradores do Edifício Prestes Maia 911 «gigantesco prédio de São Paulo, captados à medida que iam aparecendo em cada uma das 364 janelas», refere a Fnac que acrescenta «o que este trabalho tem de muito especial é que os moradores fazem parte do MSTC (Movimento Sem Teto do Centro) e são a cara das 468 famílias que ocuparam durante vários anos um dos edifícios mais emblemáticos da arquitectura moderna da América Latina, abandonado há mais de 15 anos».
As fotografias revelam como «entre o abrigo do interior e o desconforto do exterior, as janelas quebradas e as paredes degradadas podem transmitir vida, sentido comunitário e segurança».

Fotografia de Julio Bittencourt

Fotografia de Julio Bittencourt

“Uma série de retratos dos moradores daquele gigantesco prédio de São Paulo, captados à medida que iam aparecendo em cada uma das 364 janelas. O que este trabalho tem de muito especial é que os moradores fazem parte do MSTC (Movimento Sem Teto do Centro) e são a cara das 468 famílias que ocuparam durante vários anos um dos edifícios mais emblemáticos da arquitectura moderna da América Latina, abandonado há mais de 15 anos.”





Solidariedade com Ferreira Santos

13 01 2009

Li hoje no Diário de Coimbra na secção “Fala o Leitor” o seguinte texto de Ferreira Santos* que vou publicar na íntegra.

” Censura ou vandalismo…

Senhor Director, fui assaltado na noite de fim-de-ano, mas não se tratou de um simples roubo. Quando entrei em casa constatei que tudo que me era crucial para o desenvolvimento da minha actividade como fotojornalista estava destruído. O meu computador portátil e um outro que me tinha sido emprestado ficaram inutilizados. A minha lente mais cara estava toda “picada”, também ela inutilizada. Um investimento de milhares de euros, com o qual podia melhorar a qualidade do meu trabalho, foi alvo das hediondas mãos criminosas.
Em suma, nada faltava e quase tudo estava destruído. Só uma mente doentia se pode dar a este “trabalho”. Aguardo o normal desenrolar da investigação criminal, mas através do Diário de Coimbra deixo claro que esta tentativa de censura, através do vandalismo, não me vai impedir de continuar este projecto de vida, que é a carreira de um fotojornalista. Conto, além do meu empenho e determinação, com os amigos que sempre me têm apoiado.”
Ferreira Santos

Fotografia de Ferreira Santos

Fotografia de Ferreira Santos

Da nossa parte estamos solidários com o Ferreira Santos e esperamos que quem se deu a tamanho “trabalho” venha a ser responsabilizado por tal.

* Ferreira Santos é fotojornalista e trabalha para o Diário de Coimbra.





Fotógrafo em Destaque – Dinis Manuel Alves

10 01 2009

Dinis Manuel Alves, jornalista e repórter fotográfico, é Licenciado em Direito e em Jornalismo pela Universidade de Coimbra e Doutorado em Ciências de Comunicação – Jornalismo Televisivo.

Fotografia de Dinis Manuel Alves

Fotografia de Dinis Manuel Alves

Jornalista e repórter fotográfico. Iniciou-se no jornalismo em 1989, na TSF, tendo posteriormente trabalhado para o Jornal de Coimbra, Tal & Qual, EXPRESSO, TVI, revista Pais e Grande Reportagem.  Foi Director-Adjunto do “Jornal da Lousã” e do “Jornal da Universidade de Coimbra”.Colaborador do semanário “O Despertar” (2005-2007). Colabora actualmente com o quinzenário “CENTRO”.

Foi professor na Escola Profissional da Lousã, onde coordenou o Curso de Comunicação Social e o projecto “1001 Fotografias”.

Autor das exposições de fotografia “Paris, Fragmentos”, “Maningue Nice”, “Cemitério do Alto das Cruzes de Luanda e Outras Fotos”. Co-autor das exposições de fotografia “Dias de Coimbra”, “Ao Redor de Coimbra”, “Mercado D. Pedro V”, Ao Redor de Coimbra II, A Fé , Algumas Fitas e “Os Putos”.

Autor dos livros Foi Você que Pediu um Bom Título?,  Commercio da Louzã – 500 dias até à República, Do Teatro Club ao Cine Teatro da Lousã, No Fastifud da Bernadete.





Fotógrafo em destaque – Carlos Jorge Monteiro (Cajó)

4 12 2008

Podemos ver as suas fotos quase diariamente no jornal “As Beiras”

Carlos Jorge Monteiro (CAJÓ) - junto à sua exposição presente no CAE

Carlos Jorge Monteiro (Cajó) junto à sua exposição no CAE

Fotografia “emprestada” de Aníbal José de Sousa e Matos

Carlos Jorge Monteiro iniciou a sua actividade de Foto-Jornalismo no jornal Primeiro de Janeiro, onde trabalhou durante vários anos, tendo no mesmo período colaborado com outros jornais e revistas. Na década de 90, contribuiu para o relançamento do jornal As Beiras, mais tarde Diário As Beiras (Coimbra), onde ainda é colaborador permanente.

Actualmente, é fotógrafo freelancer e colabora com vários jornais nacionais e revistas.

Participou na elaboração do Livro de Medalhística de Cabral Antunes (fotografia) obra publicada aquando da Homenagem Nacional a este Escultor, já falecido, participando também com fotografias para outros livros.

Tem participado em exposições colectivas e individuais, com temas como “Gentes da minha Aldeia”, “Queima das Fitas”, “Rostos” e uma das últimas, com o título “Chapéus”.





Fotógrafo em Destaque – António Costa Pinto

8 06 2008

Nota prévia: Não sei se este curriculum está actualizado, mas é o que há.

Começou a fotografar com apenas oito anos de idade. Natural de Condeixa-a-Nova, este fotógrafo tem um largo currículo nessa área. Actualmente acumula funções de coordenador do sector de formação, responsável e monitor pelo atelier de fotografia dos serviços regionais de Coimbra do Instituto Português de Juventude. Mas noutros tempos foi professor e teve colaboração como repórter fotográfico em vários jornais e revistas, nomeadamente em Moçambique nos jornais “Tribuna” e “Notícias de Lourenço Marques”. Já realizou mais de 15 exposições repartidas pelo país inteiro, África e França e foi co-autor de outras tantas, além de que já arrecadou cerca de 25 prémios em diversos salões de fotografia.

“Estive a trabalhar durante dois anos numa casa fotográfica em Lourenço Marques até abrir uma vaga para o Jornal de Notícias como repórter fotográfico”, explica António Pinto. Este fotógrafo esteve a estagiar durante seis meses nesse jornal até ser integrado como repórter fotográfico, profissão que abraçou até ao ano de “retorno”, 1977.

Já em Portugal, foi trabalhar durante dez anos para a Junta Central das Casas do Povo numa época em que existiam 1100 casas do povo em Portugal. Após a sua extinção, este fotógrafo ingressou no Instituto Português da Juventude onde se mantém há cerca de 20 anos. “Não existia fotografia, fui eu que iniciei a fotografia aqui na delegação regional do IPJ”, conta. Neste momento, António Costa Pinto é monitor de fotografia e garante que por ali já passaram “mais de mil pessoas que iniciaram a fotografia comigo”.

É também possuidor de uma colecção de 70 a 80 máquinas fotográficas, muitas delas antigas, que já foram alvo de uma exposição. Dessa colecção de máquinas fotográficas, este fotógrafo diz que “são quase todas antigas, mas têm de funcionar todas”.





Fotógrafo em Destaque – Varela Pécurto

17 05 2008

Por sugestão de um nosso leitor – que ao contrário de outros, não foi arrogante – hoje destacamos Varela Pécurto.

Varela Pécurto por Sansão Coelho

Nasceu em Ervedal do Alentejo, Concelho de Aviz, em 1925.

Fez o liceu em Évora, onde se iniciou na arte da fotografia. Trabalhou para a casa Nazareth & Freitas e, posteriormente, com Eduardo Nogueira.

Em 1950 foi para Coimbra, tendo dirigido a Secção Fotográfica da Livraria Atlântida e depois a “Hilda”, como sócio-gerente.

Em 1954, por decisão do congresso de Barcelona da Féderation Internacional de L’Art Photographique, recebe o título de Excellence, em homenagem aos seus trabalhos e técnica no domínio da arte fotográfica.

Varela Pécurto foi, durante mais de duas décadas, correspondente da RTP em Coimbra e colaborou com a imprensa escrita. Cinquenta anos dedicados à área, como autor e comerciante, mas também como operador de câmara da RTP.
É autor do livro “ERVEDAL”. Através deste livro, o referido fotojornalista/fotógrafo de arte/ referência cimeira na fotografia na Região Centro e em Portugal, homenageia, pela prosa e pela sua aplaudida arte fotográfica, a sua alentejana terra-natal.

As suas fotografias, dotadas de um verdadeiro cunho artístico integraram inúmeras exposições em Portugal e além fronteiras, tendo o seu talento sido reconhecido através de diversos prémios atribuídos em certames internacionais.

Recebeu em 2005 a Medalha de Mérito Cultural e um diploma de honra do Clube da Comunicação Social de Coimbra, pelo serviço prestado à cidade.





Fotógrafo em Destaque – Fernando Marques – “Formidável”

27 03 2008

Fernando Marques Conhecido de todos como “Formidável”, Fernando Marques foi um dos mais emblemáticos fotógrafos de Coimbra, no século XX.

Fernando Marques, cauteleiro de profissão, nasceu em Setembro de 1911 em Coimbra, cidade onde viveu até à morte em 1996. Durante os seus mais de 80 anos de vida, vagueou por outras paragens, em Portugal e no estrangeiro, mas foi Coimbra — as suas gentes, os seus lugares, os seus objectos, os seus acontecimentos — que lhe arrebatou os instantâneos que para sempre o colocaram no podium da fotografia.
Não por acaso, numa reportagem publicada na revista do semanário “Expresso”, três anos após a sua morte, recorda o vereador Mário Nunes, Pedro Dordio chamava-lhe “o cronista de Coimbra” no século XX. “A um homem assim, não podia escapar a importância de um fenómeno chamado futebol, que se enraíza definitivamente na cidade, está a República a dar os seus primeiros passos. Ainda por cima, o Formidável adorava a modalidade e, como confessava o filho, José Alexandre Marques, era um louco pela Académica”.

Perto do coração
Da Académica, admirava especialmente os seus jogadores, recorda ainda Mário Nunes. “De Toni, que conheceu quando, ainda muito novo, se transferiu do Anadia para a Briosa, transportava sempre uma fotografia na carteira — ‘É para estar mais perto do coração’, costumava explicar aos amigos”. Publicou fotos suas em vários jornais desportivos e nacionais, desde “A Bola” ao “Record”, mas também o “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias” ou a extinta “Época”. Da imprensa de Coimbra destacam-se, sobretudo, o “Diário de Coimbra” e o “Despertar”.
Era membro da Associação Internacional de Imprensa Desportiva (AIPS) e o sócio número 2 do Clube Nacional de Imprensa Desportiva (CNID).





Fotógrafo em Destaque – JMFCoutinho

19 03 2008

J. M. F. Coutinho, é o nome artístico do Mundo de Artes na àrea da fotografia de José Manuel Ferreira Coutinho.
O gosto, sensibilidade e empatia pelas Artes sobretudo pela pintura e escultura, e em particular pela fotografia adquiriu-o na adolescência, ao analisar trabalhos de amadores e profissionais.
Envergando a camara fotográfica o verbo fotografar passou a fazer parte da sua vida, e passou a ter na fotografia o seu hobby favorito. Aperfeiçoou-se no manejo da camara fotográfica. Mostrando as fotografias a seus amigos mais chegados, estes incentivaram-no a dar a conhecer as suas capacidades artísticas, publicamente e em concursos fotográficos.

Autor do projecto Photographya Project, que envolveu numa primeira fase o ” Photographya Project – 1 ” que foi desenvolvido sobretudo, na cidade de Coimbra, em quatro anos (entre 2003 e 2006) com a realização de 151 exposições individuais e colectivas, com cerca de 174 participantes (profissionais e não profissionais).
Desde 2007 o público pode apreciar a totalidade ou parte das exposições ” on line ” no site oficial do autor.
Em 2007, abraça um novo projecto, a Colecção de Arte da Fotografia J. M. F. Coutinho, projecto este a longo prazo, de 2007 a 2017, dirigida a profissionais e amadores da arte fotográfica.





E quem são os fotógrafos de Coimbra?

13 03 2008

Se me puderem ajudar a fazer a lista agradecia.

Sugiram nome de fotógrafos/fotógrafas que sejam naturais de Coimbra (ou arredores) ou que desenvolvam o seu trabalho por esta área geográfica.

Se possível, acrescentem link para as suas galerias online ou então para algum local onde se possa visualizar o seu trabalho.

Deixem as vossas sugestões na área de comentários





Fotógrafo em destaque – Pedro Medeiros

8 03 2008

Macavine Hayes © Pedro Medeiros


Pedro Medeiros nasceu em Coimbra, em 1969. Expõe regularmente desde 1997. Vive e trabalha em Coimbra. Entre 1993 e 1999, foi membro do Centro de Estudos de Fotografia e dos Encontros de Fotografia de Coimbra, destacando a sua colaboração nos 16ºs E.F.C. com o fotógrafo Joel-Peter Witkin, no âmbito do projecto “Heaven and Hell”, 1996. Em 1997 ingressou na Ar.Co – Centro de Arte e Comunicação Visual e na Escola de Fotografia MauMaus, em Lisboa, prosseguindo os seus estudos em Londres, no London College of Printing (2000-2001) como Bolseiro do Ministério da Cultura/ Centro Português de Fotografia.

Desde 1999 que Pedro Medeiros é fotógrafo freelancer, concebendo trabalho para projectos que estiveram na origem da edição de monografias, tais como, The Legendary Tiger Man – In Cold Blood – A Sangue Frio (2004), Voz do Silêncio – Prisões Políticas Portuguesas (2006), e Ausência: Paisagem Urbana e Social (2007).
Em Coimbra, tem vindo a realizar trabalho de investigação e documentação fotográfica com diversas instituições, nomeadamente, Direcção Regional da Cultura do Centro/Ministério da Cultura; Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra; Associação Existências/Projecto de Prevenção e Saúde Pública; Teatro Académico de Gil Vicente; Fila K Cineclube de Coimbra; Projecto BUH! – Colectivo de Artes Performativas; Pró Urbe – Associação Cívica de Coimbra; Centro de Estudos Sociais – Laboratório Associado da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra. Está representado em diversas colecções públicas e privadas (Centro Português de Fotografia/ Ministério da Cultura, Porto; Direcção Regional da Cultura do Centro/Ministério da Cultura, Coimbra; Câmara Municipal de Coimbra; Galeria SETE – Arte Contemporânea, Coimbra; entre outras).